- O Processo de Independência dos Estados
Unidos
- # A queda do Antigo Regime e a Era das
Revoluções.
- Fim
do século XVIII: desencadeou-se na Europa o processo de desagregação do
Antigo Regime.
- Motivo: colapso do Estado Moderno
Absolutista.
- Em
substituição instaurou-se um novo tipo de Estado controlado pela
burguesia, chamado Estado Liberal.
- Os últimos resquícios do Feudalismo foram eliminados, bem
como, os privilégios da velha aristocracia.
- Tais fatos permitiram a emergência de um
novo mundo marcado pelo sucesso burguês e pelo desenvolvimento máximo do
capitalismo com a industrialização.
- A Independência dos Estados Unidos, é considerado o marco inicial da derrocada do Antigo regime, foi influenciada pela difusão das ideias iluministas.
- OBS: Ao pregarem o direito à liberdade
resistência a um governo autoritário, essas ideias forneceram a base
teórica não só para a independência, mas também para a edificação do novo
Estado.
- A Luta pela Independência.
- No início da colonização foi incipiente
o controle inglês sobre as suas treze colônias na América do Norte.
- O fato do controle da Inglaterra ter
sido inexpressivo permitiu às colônias relativo desenvolvimento econômico.
- Sul: agroexportador
- Norte: centro de intensa atividade
comercial e manufatureira.
- A expansão econômica do norte chegou a representar concorrência para a Inglaterra.
- Tal fato fez com que a Inglaterra
implementasse uma política fiscal e uma legislação voltada para a cobrança
de impostos sobre os colonos da América do Norte.
- A Guerra dos Sete Anos (1756-1763)
- Inglaterra X França (acelerou o processo
de independência americana).
- A guerra desequilibrou as finanças
inglesas.
- Serviu como justificativa para a
metrópole taxar os colonos.(conflito desenvolveu parcialmente em território
norte-americano)
- Os impostos cobrados pela Inglaterra
- 1764: “Lei do açúcar” (Sugar Act) todos
os carregamentos de açúcar que não fossem provenientes das Antilhas seriam
taxados pela coroa inglesa.
- 1765: “Lei do Selo” (Stamp Act) todo o
material impresso publicado nas colônias deveria receber um selo vendido
pela metrópole.
- Reação dos colonos: Congresso do Selo
(rejeitaram o novo imposto e repudiaram qualquer relação inclusive
comercial enquanto os habitantes das treze colônias não tivessem representação
no Parlamento).
- Destaque para o primeiro ministro Wiliam
Pitt “ Sou de opinião de que este reino não tem direito de taxar
colônias”.
- “Os americanos são filhos da metrópole e
não seus bastardos”
- 1766: a Lei do Selo foi revogada.
- 1767: a Inglaterra criou novos impostos
para as colônias, devido às iniciativas do ministro Charles Towshend.
- Novo descontentamento por parte dos
colonos
- Ápice da situação: massacre de Boston
(tropas inglesas dispararam contra vários manifestantes).
- 1773: foi elaborado o Tea Act (“Lei do
Chá”)
- O produto passou a ser monopolizado pela
Companhia das Índias Orientais, sediada em Londres, a medida intensificava
a tributação do produto, combatendo o contrabando do chá holandês e
excluindo os norte-americanos do comercio do chá britânico.
- O regime de monopólio provocou uma
violenta reação contra a metrópole.
- Ataque a navios ingleses (Boston Tea
Party) ou o incidente do chá de Boston.
- A reação inglesa não tardou.
- Implantaram as Leis Intoleráveis
- determinavam o fechamento do importante
porto de Boston, o mais movimentado das treze colônias;
- Pagamento de pesada indenização;
- Ocupação militar da colônia de
Massachusetts (onde se localiza Boston) e o julgamento de funcionários
ingleses somente por tribunais ingleses;
- Determinou-se o controle militar inglês
sobre o território a oeste barrando-se a expansão dos colonos alem da
faixa litorânea.
- As Guerras de Independência.
- 1774: Primeiro Congresso Continental da
Filadélfia: decidiram pelo boicote aos produtos metropolitanos.
- 1775: Segundo Congresso, determinaram a
separação em relação à Inglaterra.
- 04/07/1776: foi publicada a declaração
de independência dos EUA. Redigida por Thomas Jefferson, Benjamin Franklin
e John Adams (inspirava-se fortemente nas ideias iluministas de John
Locke)
- Após a proclamação da autonomia,
Franklin foi enviado à França para obter apoio ao novo país enquanto
George Washington foi encarregado de preparar um exercito para garantir a
independência diante da reação metropolitana.
- 1777: Vitória na Batalha de Saratoga,
sob a liderança de George Washington , os norte-americanos obtiveram o
apoio decisivo da Espanha e da França, uma vez que os franceses estavam
interessados em debilitar a Inglaterra e recuperar as perdas sofridas na
Guerra dos Sete Anos.
- 1781: general inglês Cornwallis
rendeu-se em Yorktown, dando inicio às negociações que culminariam com o
tratado de Paris de 1783 por meio
do qual a Inglaterra reconhecia a independência de suas 13 colônias.
- A Constituição dos Estados Unidos
- Problema a ser resolvido após a
independência: a montagem do governo
- O Congresso Continental não estava
preparado para cumprir tal tarefa.
- Faltava um Estado que fizesse dos EUA
uma nação.
- Solução: reunião dos delegados de todos
s Estados, criaram uma constituição e elegeram George Washington a
presidente.
- A Constituição Americana
- Primeira questão a ser resolvida por
meio da Constituição: fortalecer o poder central sem que os Estados perdessem
sua soberania.
- Governo central comandaria a política
externa, a defesa, o comércio exterior, e os Estados teriam autonomia
interna.
- Aplicava-se o Federalismo.
- Os constituintes adotaram o modelo
proposto por Montesquieu de que o poder deveria ser limitado e fracionado,
pois temiam a herança deixada pelo absolutismo.
- A Constituição que vigora até o presente
zela pelo equilíbrio desses poderes: para evitar que se torne onipotente
em sua esfera, cada poder é indiretamente controlado pelos outros.
- A Constituição americana é mais antiga
de todas em vigor.
- Curiosidade
- A Declaração de Independência dos
Estados Unidos, por ter proclamado o direito à resistência contra um
governo opressivo, influenciou o percurso da Revolução Francesa. Nos
Estados Unidos não havia nobreza, servidão de camponeses nem igreja
oficial. Aristocratas liberais franceses, como o marques de Lafayette, que
haviam lutado na Revolução americana, voltaram à frança dispostos a
reformar a sociedade francesa. O primeiro filho de Lafayette, nascido em
1780, recebeu o nome de George Washington.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Material de apoio 6º Ano Colégio Marista.
“Viver na ignorancia do que
aconteceu antes de nascermos é ficar para sempre na infância, pois qual o valor
da vida humana se não a relacionarmos com os eventos do passado que a História
guardou para nós?”
Cícero
n Conceitos Básicos
n História
(origem grega): conhecimento por meio de uma indagação.
n Deriva
de Hístor: (sábio ou conhecedor).
n História: “Ciência dos homens no transcurso do
tempo” Marc Bloch.
n É o estudo que os pesquisadores fazem dos
homens do passado, mostrando como viviam e o que realizaram os homens que nos
precederam.
n Ferramentas
de trabalho.
n Fontes
Históricas: É todo e qualquer vestígio da vivencia humana no passado, marcas de
historicidade.
n A
seleção das fontes históricas proporciona ao historiador a compreensão dos
fatos históricos.
n Tipos de Fontes Históricas.
n Escrita,
oral e iconográfica. (podem ser oficiais e não-oficiais).
n Tempo e História.
n Convenção
humana necessária.
n “O
que é o tempo? Enquanto não me perguntam eu sei, se me perguntam e quero
explicar, não sei” Santo Agostinho.
n Primeiros
povos: marcaram o tempo seguindo os ciclos naturais.
n Diferenças
entre os calendários do ocidente e oriente.
n Aspecto
comum: considerar os ciclos dos astros para determinar e medir o tempo.
n OBS:
Os calendários existiram de forma diferente, que variam de acordo com a crença,
a cultura e os costumes de cada povo.
n Principais Calendários.
n Calendário
Cristão: os cristãos datam a história da humanidade tendo como referencia o
nascimento de Cristo.
n Calendário
mulçumano: os mulçumanos datam a história da sua civilização a partir da
Hégira, evento que marca a fuga de Maomé de Meca para Medina.
n Calendário
Judaico: os judeus datam a história a partir da Criação descrita na Bíblia.
n A origem do homem (hipóteses):
n Criacionismo:
hipótese que se baseia que o mundo e a humanidade foram criados por Deus.
n Darwinismo:
afirma que o homem e os demais seres vivos se originaram de organismo mais
simples que sofreram transformações ao longo do tempo.
n OBS:
estudos indicam a linha provável de evolução dos hominídeos, enfatizando o
parentesco biológico molecular entre os humanos e os primatas. Mostram por
exemplo que, do ponto de vista genético, homem e chimpanzé são 99% idênticos.
n A Pré-História e a Evolução humana.
n Espécie
humana pertence ao gênero Homo.
n Homo
Habilis: eram capaz de utilizar pedras cortantes, batendo umas contra as
outras, assim como planejar e confeccionar objetos simples.(ocupou lentamente
altas regiões entre a África Oriental e a Meridional)
n Homo
erectus: mais capacitado fisicamente para os deslocamentos longos e rápidos foi
o primeiro a migrar para regiões da África e para fora dela.
n Resquícios
dessa espécie foram encontrados até na China (Homem de Pequim) e na Oceania
(Homem de Java).
n Construíam
instrumentos de pedra e sabia produzir e conservar o fogo.
n Homem
sapiens neanderthalensis: dotado de inteligência mais desenvolvida, já era
capaz de produzir ferramentas elaboradas e eficientes. Ele enterrava seus
mortos, um sinal de crença espiritual, e é possível que soubesse se comunicar
pela fala. Esse hominídeo vivia no continente europeu e em parte do asiático
quando apareceu a espécie humana. A extinção dos neanderthalensis pode ter sido
acelerada pela competição com os novos rivais, os Homo sapiens sapiens.
n Homo
Sapiens Sapiens:
n Aumento
da capacidade cerebral: proporcionou adaptação ao meio ambiente
n Impulso
na produção cultural (tradições, línguas, modos de vida)
n Ser
humano tornou-se dominante
n Único
do gênero Homo a sobreviver e a colonizar todos os continentes
n Períodos Pré-Históricos
n Paleolítico
(questões gerais)
n Primeiros
hominídeos
n Caçadores
e coletores
n Base
de subsistência: caça, pesca, coleta de frutos e raízes
n Nômades
n Não
transformavam a natureza para sobreviver, era parte integrante dela
n Instrumentos
rudimentares
n Controle
do fogo
n Divisão
do Paleolítico
n Paleolítico
Inferior: Era Glacial
n Paleolítico
Médio (instrumentos mais sofisticados, controle do fogo, manifestações de vida
religiosa, linguagem social mais articulada)
n Paleolítico
superior ( grande progresso cultural, manifestação clara da religiosidade e
desenvolvimento da pintura rupestre).
n OBS:
Ao final desse período com a utilização do trabalho os instrumentos passaram a
ser mais elaborados e sofisticados, o ser humano iniciou um processo de
autoconsciência ao utilizar o cérebro e os músculos para extrair da natureza o
necessário à sua sobrevivência.
n A
esse conjunto de transformações dá-se o nome de Período Mesolítico ou de
transição.
n O
Neolítico (Idade da Pedra Polida)
n Fim
da era glacial
n Após
o degelo houve forte elevação do nível dos mares e, consequentemente, ocorreram
transformações climáticas (surgimento das zonas temperadas, tropicais e
subtropicais)
n Nesse
período a Terra começou a assumir suas características atuais (rios, desertos,
floretas, animais de grande porte, a vida vegetal também se modificou).
n OBS:
As conquistas técnicas, aliadas às transformações no ambiente, permitiram ao
ser humano gradativo da natureza, libertando-o do modelo de sobrevivência
baseado na caça e na coleta.
n Novas
Conquistas
n Aprendeu
não só a reproduzir plantas (raízes e trigo) e domesticar animais, estocar
alimentos (parte da produção)
n Profundas
relações humanas, provocadas pela revolução na produção agrícola conhecida como
Revolução Neolítica.
n Agricultura
e a domesticação de animais permitiram ao individuo tornar-se sedentário e
colaboraram para um sensível aumento populacional em algumas regiões.
n Começaram
a organizar um sistema cooperativo em que a posse dos instrumentos e da
produção era coletiva, e as atividades produtivas baseavam-se em uma divisão
sexual do trabalho.
n Para
proteger e facilitar e facilitar a produção as pequenas comunidades reuniram-se
em coletividades mais amplas, as tribos.
n OBS:
Supõe-se que o início do processo de organização de sociedades de agricultores
e pastores tenha ocorridas de 10 mil anos no Oriente Médio (Crescente
Fértil) e também em momentos distintos,
na Ásia (Índia e China), na Europa e na América.
n Razoável
bagagem cultural;
n Experiência
cotidiana lhes permitiu identificar quais animais poderiam caçar, quais plantas
eram comestíveis ou úteis no tratamento de doenças;
n Realizaram
importantes migrações (canoas, barcos, jangadas);
n Polimento
dos instrumentos;
n Desenvolveram
crenças religiosas objetivando compreender os fenômenos da natureza;
n Agricultura
revolucionou a vida humana (fonte de alimentos estável, propiciando o início do
processo de sedentarização).
n Domesticação
de animais e o pastoreio.
n Idade dos Metais
n Instrumentos
de pedra foram substituídos pelos de metais.
n Cobre;
n Bronze;
n Ferro
n OBS:
A metalurgia e o surgimento do artesanato se desenvolveram em centros urbanos.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Texto de apoio.
Atividade: A imagem como fonte página 34 do Livro Didático. ( 6º Ano)
A
figura mostrada neste capítulo é de uma ampulheta, espécie de relógio inventado
por volta do século XIV, no norte da Europa. Para saber a hora, media-se a
quantidade de areia que passava da parte de cima para a parte de baixo por um
pequeno orifício.
A
ampulheta funcionava com o mesmo principio da clepsidra (relógio de água):
“Um recipiente onde entra ou de onde sai água
constantemente (dependendo do tipo de relógio) e no qual as horas são
identificadas pelo nível de água. O relógio de água foi chamado de clepsidra
pelos gregos, sendo conhecido por esse nome até hoje”.
CHIQUETTO, Marcos. Breve história da
medida do tempo. São Paulo: Scipione, 1996. P. 34.
No
caso da ampulheta, a areia substituiu a água; já que nos países onde o inverno
é rigoroso a água congelava. Mas a areia também tinha um inconveniente: ela
acabava desgastando o orifício, desregulando a ampulheta. Para resolver esse
problema, a areia acabou sendo substituída por pó de casca de ovo.
A
ampulheta foi muito utilizada durante as Grandes navegações no século XV. Com
ela media-se, por exemplo, o horário de trabalho dos pilotos e vigias, que se
revezavam constantemente. Com o passar dos anos, foram inventados instrumentos
muito mais eficientes para medir o tempo. A ampulheta foi se tornando objeto de
museu ou de decoração. Até que, com o desenvolvimento da informática a partir
de meados do século XX, ela voltou a ganhar popularidade: quando aparece na
tela do computador, significa que devemos esperar o fim de determinada operação
para continuar trabalhando.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Texto de apoio. Atividade: A imagem como fonte
página 46 do Livro Didático.
A
foto mostra o monumento a Borba Gato criador pelo escultor Júlio Guerra e
inaugurado em 1963. Encontra-se na entrada de Santo Amaro, bairro da cidade de
São Paulo onde o escultor nasceu. A estatua chama a atenção pelo tamanho: mede
10 m de altura (mais de 2,40 m de pedestal); seu peso total é de 4 toneladas.
Os
traços de Borba Gato (1628-1717) foram inventados, pois não há registros de sua
aparência. Na época, nenhum pintor o retratou, e a fotografia, como se sabe,
ainda não havia sido inventada. A imagem de Borba Gato imaginada e esculpida
por Júlio Guerra é semelhante à de outros bandeirantes retratados em pinturas:
ele aparece de barba, chapelão de abas largas, altas botas de montar e porta
uma arma de fogo (um mosquete).
Na
verdade, a maioria dos bandeirantes vestia trajes grosseiros e caminhava
descalça. Até mais ou menos 1625, o cavalo era desconhecido das áreas de
influencia paulista, o que torna ainda mais remota a possibilidade do uso de
altas botas de montar no inicio do movimento bandeirante.
Essa
estatua uma homenagem a Borba Gato, visa colaborar para a construção de um
memória positiva dessa personagem. A sociedade que a concebeu, no caso a
paulistana, construiu esse monumento visando também dar-lhe maior visibilidade.
Essa estatua ajuda ainda a perpetuar uma certa memória que elege os
bandeirantes como “heróis da pátria”.
Mas
será que o Borba Gato de carne e osso foi, de fato, alguém digno de admiração e
respeito?
Borba
Gato participou de uma expedição liderada por seu sogro, o também bandeirante
Fernão Dias Pais. Veja o que o historiador Manuel Monteiro diz sobre o
episódio:
“É bastante provável que esta expedição tenha descoberto
ouro, o que explica em parte o assassinato de dom Rodrigo Castelo Branco (Administrador Geral
das minas) pela mão do genro de Fernão
Dias Pais, Manuel da Borba Gato. Após o crime, Borba Gato passou vinte anos
refugiado na Serra da Mantiqueira, onde se tornou líder de um grupo indígena,
mantendo-se a uma distancia segura da Justiça colonial. Quando da descoberta
das principais jazidas, A Coroa necessitada dos conhecimentos de Borba Gato –
concedeu perdão, sendo que este logo se tornou um dos homens mais ricos das
novas minas de ouro”.
MONTEIRO, John Manuel.
Negros da terra: índios e bandeirantes
nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. P. 243.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Colonização da America Portuguesa
A colonização da America
Portuguesa enquadra-se na perspectiva da política mercantilista e na etapa do
Capitalismo Comercial. O mercantilismo é a política econômica, na qual o Estado
faz a sua intervenção na economia.
1 - Características
do mercantilismo:
a) metalismo. Acreditava-se
que a riqueza de um país era marcada pelo acumulo de metais preciosos.
b) Balança Comercial
Favorável: Para o país ter uma economia desenvolvida era preciso exportar mais
e importar menos.
c) Sistema Colonial: Através
da colonização do Novo Mundo (América), os países europeus vão enriquecer
acumular capital. A exploração das colônias se deu através do pacto colonial. O
pacto colonial subordinava a colônia a sua metrópole, e desta maneira, cabia a
metrópole tomar as decisões econômicas e políticas com relação à colônia.
Período
Pré-Colonial: (1500-1530).
Nos trinta primeiros anos da
chegada dos portugueses ao Brasil, o governo português não tomou medidas que
visavam a colonização do Brasil. Nesse período, o interesse econômico da
metrópole portuguesa estava voltada para o comercio de especiarias nas Índias,
e para a exploração da costa africana ( ilhas de Açores, Cabo Verde e Madeira).
No entanto, Portugal enviava ao Brasil, expedições de Reconhecimento, que
tinham como principal objetivo buscar riquezas no território brasileiro. Umas
das riquezas encontradas no litoral, na Mata Atlântica, foi o pau-brasil, que
era utilizado principalmente para pintar tecidos, pois dele era extraída a cor
vermelha. Vejamos a seguir, as principais características do extrativismo do pau-brasil.
Características:
1 - Estanco
(o produto era um monopólio real)
2 - A extração era feita com a mão-de-obra do
índio, que recebia em troca do seu trabalho presentes, bugigangas (Essa troca
de trabalho por presente é chamada de escambo)
3 - A madeira era armazenada em feitorias
construídas no litoral.
4 - O extrativismo do pau-brasil foi uma
atividade predatória.
No entanto, Portugal se
deparou com as invasões dos franceses que vinham ao Brasil roubar o pau-brasil.
Na tentativa de solucionar o problema, o governo português enviou as expedições
Guarda-Costas que tinham a função de vigiar o literal e evitar o contrabando do
pau-brasil.
Em 1530, o governo português
interessado em combater as invasões estrangeiras, e já que o comércio com o
oriente não era mais tão lucrativo, Portugal enviou a primeira expedição de
colonização, sob a chefia de Martim Afonso de Sousa, para iniciar a colonização
do Brasil.
Período
Colonial: (1530-1822)
Administração
1 - Capitanias
Hereditárias
Para colonizar o Brasil, o
governo metropolitano implantou o primeiro sistema administrativo na colônia; as
Capitanias Hereditárias ou Donatárias.
O Brasil foi dividido em 14
capitanias, e estas foram doadas a elementos da nobreza portuguesa. Neste
sistema administrativo, o poder era descentralizado e funcionava baseado em
dois documentos: a Carta de Doação e o Foral (documento no qual constava os
direitos e deveres dos donatários).
Somente São Vicente e o
Pernambuco prosperaram. O sucesso do Pernambuco estava relacionado a produção e
exportação do açúcar.
2.
Governo Geral
Com o fracasso das
Capitanias hereditárias, o governo português resolveu implantar na colônia o
Governo Geral, que tinha como objetivo fazer a centralização e continuar a
colonização.
1º. Tomé de Sousa. Primeiro
governador geral do Brasil. Para promover a centralização construiu a primeira
capital do Brasil; a cidade de Salvador. Além disso, o seu governo foi marcado
pela instalação do primeiro Bispado na Colônia. Dessa maneira, nascia uma
aliança entre a Igreja e o Estado no processo da colonização do Brasil.
2º. Duarte da Costa. Foi no
seu governo, que os franceses instalaram no Rio de Janeiro a sua colônia,
França Antártica. Os franceses invadiram o Brasil, pois fugiam das guerras
religiosas (católicos contra protestantes) ocorridas em seu país.
3º. Mem de Sá. No seu
governo ocorreu a Confederação dos Tamoios, guerra ocorrida entre os índios e
português. Os índios contaram com o apoio dos franceses. Após combater os
índios, os portugueses expulsaram os franceses do Brasil.
Para administrar as vilas,
foram criadas as Câmaras Municipais, formada pelos homens-bons, que eram os
membros da aristocracia brasileira, isto é, proprietários de terras e escravos.
Economia
colonial
A cana-de-açúcar foi a
atividade econômica que promoveu a colonização do Brasil. O principal centro de
produção de açúcar foi a Capitania do Pernambuco. Dentre os motivos que
explicam o seu sucesso podemos mencionar a riqueza do solo (massapé), o clima,
a proximidade da Europa e a presença do capital holandês. Os holandeses
financiaram a produção do açúcar e em troca receberam o monopólio do refino e
da distribuição do açúcar na Europa. O açúcar foi a principal atividade
econômica do Brasil, nos século XVI e XVII.
Características
a economia açucareira:
Como colônia de exploração,
a economia brasileira apresentava as seguintes características: latifúndio,
monocultura, mercado externo e escravidão (predomínio da escravidão negra).
Essas características eram típicas das colônias de exploração e é denominada de
plantation.
O açúcar era produzido nos
engenhos. O engenho era composto pela Casa-Grande, senzala, capela e Casa de
Fabricar o açúcar.
No século XVII, com a
expulsão dos holandeses do nordeste e a produção do açúcar nas Antilhas, a
produção do açúcar no Brasil, entrou em decadência.
Sociedade
Colonial (Século XVI, XVII)
A sociedade do açúcar era
formada por grupos sociais básicos; os senhores de engenhos e os escravos. Era
uma sociedade patriarcal (valorização do homem, marginalização da mulher),
rural, estamental (rígida, sem mobilidade social, marcada pelo nascimento) e escravista.
A base do trabalho era o negro na escravidão.
Os negros eram vistos como
mercadorias, e representavam uma fonte de acumulação de capital. Contudo, os
negros não foram passivos á escravidão, pelo contrário, desenvolveram
estratégias de resistência a escravidão. Por exemplo, fugiam, cometiam
suicídio, assassinavam os senhores, mais com certeza, a maior expressão de sua
resistência foi a formação dos quilombos.
Os quilombos eram
comunidades formadas por negros que fugiram dos seus proprietários, e para os
negros eram sinônimos de liberdade. O maior quilombo do período colonial foi
Palmares, localizado no atual Estado de Alagoas. Esse quilombo era chefiado por
Zumbi e foi destruído no século XVII, pelo bandeirante Domingos Jorge Velho.
União
Ibérica (1580-1640)
Em 1580, Felipe II (dinastia
de Habsburgo), rei da Espanha tornou-se também rei de Portugal iniciando dessa
maneira o período da União Ibérica.
Felipe II tinha como inimigo
político a Holanda, e por isso, decretou embargo comercial aos holandeses.
Desta forma, os holandeses estavam proibidos de comercializar com os
territórios pertencentes a Felipe II.
Lembremos que os holandeses
tinham capitais investidos na produção do açúcar no nordeste, como também o monopólio
do refino e distribuição.
A Holanda em represália ao
embargo comercial estabelecido por Felipe II resolveu invadir o Brasil. Os
holandeses invadiram primeiramente a Bahia, no entanto, não conseguiram
conquistá-la, e a seguir invadiram o Pernambuco, sendo vitoriosos. Depois da
conquista da Capitania do Pernambuco acabaram estendendo o seu domínio no
nordeste, porém a Bahia continuou sob o domínio de Felipe II.
Para administrar os
territórios conquistados no nordeste, os holandeses enviaram ao Brasil,
Maurício de Nassau. O nordeste seria governado atendendo aos interesses da
empresa holandesa Companhia das Índias Ocidentais (WIC), isto é, o açúcar.
Ao chegar ao nordeste,
Nassau tomou importantes medidas, como:
1.
Emprestou capital aos senhores de engenho.
2.
Remodelou o Recife.
3.
Concedeu liberdade religiosa.
4.
Incentivou cientistas holandeses para
pesquisar a fauna e a flora brasileira, como também trouxe pintores para
retratar a exuberância da natureza brasileira.
Expansão
Territorial.
Como vimos anteriormente, o
Tratado de Tordesilhas estabeleceu que os portugueses teriam a posse do litoral
brasileiro, enquanto que a região oeste ( Amazônia, Mato Grosso, Rio Grande do
Sul ) pertencia aos espanhóis.
Entretanto, os portugueses
acabaram entrando no território dos espanhóis e conquistando a região oeste. A
penetração no interior da colônia foi motivada pela coleta das drogas do
sertão, da pecuária e das bandeiras.
1.
Drogas
do Sertão: eram produtos do extrativismo vegetal encontrados na
floresta amazônica, como o guaraná, o cacau, e as ervas medicinais. A extração
dessas especiarias era feita pelos índios, que viviam com os padres jesuítas
nas Missões.
As missões religiosas eram
dirigidas pelos jesuítas, que vieram ao Brasil com o objetivo de catequizar o
índio. Os índios das missões falavam português, rezavam, cantavam hinos, isto
é, foram aculturados pelos jesuítas.
2.
Pecuária.
Outro fator importante na
ocupação do território foi a pecuária. O gado foi introduzido na colônia
primeiramente no litoral, e como uma atividade complementar da cana-de-açúcar.
No entanto, a medida que o gado procriou, o rebanho foi conduzido a outras
regiões do Brasil, como por exemplo, ao sertão nordestino, aos pampas gaúchos e
a Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, com a finalidade de abastecer a região
produtora de ouro.
3.
Bandeiras
As bandeiras eram expedições
particulares que partiam de São Vicente em direção ao interior do Brasil
conquistando para Portugal o território dos espanhóis.
As bandeiras eram compostas
por homens livres pobres, e índios. O saber dos índios foi fundamental para a
expansão bandeirante, uma vez, que eram os índios que construíam as canoas,
descobriram os caminhos por terra e pelos rios, e conheciam as ervas medicinais
para curar os homens que adoeciam durante a viagem.
Principais
tipos de bandeiras:
a)
Caça ao índio ou Apresamento: eram as
bandeiras que penetravam no interior da colônia com a intenção de capturar os
índios para levá-los a escravidão.
b)
Mineração ou Prospecção: eram as bandeiras
que partiam de São Paulo com o objetivo de encontrar riquezas minerais no
interior do Brasil.
c)
Sertanismo de Contrato: eram bandeiras
alugadas pelos proprietários de escravos para capturar os negros foragidos e
destruir os quilombos.
d)
Monções: eram expedições de comércio e de
abastecimento que partiam de São Paulo através do rio Tietê em direção as minas
de Cuiabá. Traziam as minas de Cuiabá, autoridades governamentais, padres,
escravos, aventureiros, alimentos, ferramentas de trabalho e voltavam levando o
ouro extraído nas Minas.
Durante muito tempo, os
historiadores apresentavam os bandeirantes como verdadeiros heróis, no entanto,
atualmente essa visão heróica é combatida, pois os bandeirantes escravizaram
índios, atacavam as missões, e foram responsáveis pelo extermínio de muitos
índios. No entanto, não podemos deixar de considerar que eles foram
responsáveis pela expansão do território brasileiro.
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