segunda-feira, 23 de abril de 2012


  • O Processo de Independência dos Estados Unidos

  • # A queda do Antigo Regime e a Era das Revoluções.
  •  Fim do século XVIII: desencadeou-se na Europa o processo de desagregação do Antigo Regime.
  •  Motivo: colapso do Estado Moderno Absolutista.
  •  Em substituição instaurou-se um novo tipo de Estado controlado pela burguesia, chamado Estado Liberal.
  •  Os últimos resquícios  do Feudalismo foram eliminados, bem como, os privilégios da velha aristocracia.
  • Tais fatos permitiram a emergência de um novo mundo marcado pelo sucesso burguês e pelo desenvolvimento máximo do capitalismo com a industrialização.
  • A Independência dos Estados Unidos, é considerado o marco inicial da derrocada do Antigo regime, foi influenciada pela difusão das ideias iluministas.

  • OBS: Ao pregarem o direito à liberdade resistência a um governo autoritário, essas ideias forneceram a base teórica não só para a independência, mas também para a edificação do novo Estado.

  • A Luta pela Independência.
  • No início da colonização foi incipiente o controle inglês sobre as suas treze colônias na América do Norte.
  • O fato do controle da Inglaterra ter sido inexpressivo permitiu às colônias relativo desenvolvimento econômico.

  • Sul: agroexportador

  • Norte: centro de intensa atividade comercial e manufatureira.
  • A expansão econômica do norte chegou a representar concorrência para a Inglaterra.
  • Tal fato fez com que a Inglaterra implementasse uma política fiscal e uma legislação voltada para a cobrança de impostos sobre os colonos da América do Norte.

  • A Guerra dos Sete Anos (1756-1763)
  • Inglaterra X França (acelerou o processo de independência americana).
  • A guerra desequilibrou as finanças inglesas.
  • Serviu como justificativa para a metrópole taxar os colonos.(conflito desenvolveu parcialmente em território norte-americano)

  • Os impostos cobrados pela Inglaterra
  • 1764: “Lei do açúcar” (Sugar Act) todos os carregamentos de açúcar que não fossem provenientes das Antilhas seriam taxados pela coroa inglesa.
  • 1765: “Lei do Selo” (Stamp Act) todo o material impresso publicado nas colônias deveria receber um selo vendido pela metrópole.
  • Reação dos colonos: Congresso do Selo (rejeitaram o novo imposto e repudiaram qualquer relação inclusive comercial enquanto os habitantes das treze colônias não tivessem representação no Parlamento).
  • Destaque para o primeiro ministro Wiliam Pitt “ Sou de opinião de que este reino não tem direito de taxar colônias”.
  • “Os americanos são filhos da metrópole e não seus bastardos”
  • 1766: a Lei do Selo foi revogada.
  • 1767: a Inglaterra criou novos impostos para as colônias, devido às iniciativas do ministro Charles Towshend.
  • Novo descontentamento por parte dos colonos
  • Ápice da situação: massacre de Boston (tropas inglesas dispararam contra vários manifestantes).
  • 1773: foi elaborado o Tea Act (“Lei do Chá”)
  • O produto passou a ser monopolizado pela Companhia das Índias Orientais, sediada em Londres, a medida intensificava a tributação do produto, combatendo o contrabando do chá holandês e excluindo os norte-americanos do comercio do chá britânico.
  • O regime de monopólio provocou uma violenta reação contra a metrópole.
  • Ataque a navios ingleses (Boston Tea Party) ou o incidente do chá de Boston.
  • A reação inglesa não tardou.
  • Implantaram as Leis Intoleráveis
  • determinavam o fechamento do importante porto de Boston, o mais movimentado das treze colônias;
  • Pagamento de pesada indenização;
  • Ocupação militar da colônia de Massachusetts (onde se localiza Boston) e o julgamento de funcionários ingleses somente por tribunais ingleses;
  • Determinou-se o controle militar inglês sobre o território a oeste barrando-se a expansão dos colonos alem da faixa litorânea.

  • As Guerras de Independência.
  • 1774: Primeiro Congresso Continental da Filadélfia: decidiram pelo boicote aos produtos metropolitanos.
  • 1775: Segundo Congresso, determinaram a separação em relação à Inglaterra.
  • 04/07/1776: foi publicada a declaração de independência dos EUA. Redigida por Thomas Jefferson, Benjamin Franklin e John Adams (inspirava-se fortemente nas ideias iluministas de John Locke)
  • Após a proclamação da autonomia, Franklin foi enviado à França para obter apoio ao novo país enquanto George Washington foi encarregado de preparar um exercito para garantir a independência diante da reação metropolitana.
  • 1777: Vitória na Batalha de Saratoga, sob a liderança de George Washington , os norte-americanos obtiveram o apoio decisivo da Espanha e da França, uma vez que os franceses estavam interessados em debilitar a Inglaterra e recuperar as perdas sofridas na Guerra dos Sete Anos.
  • 1781: general inglês Cornwallis rendeu-se em Yorktown, dando inicio às negociações que culminariam com o tratado de Paris  de 1783 por meio do qual a Inglaterra reconhecia a independência de suas 13 colônias.

  • A Constituição dos Estados Unidos
  • Problema a ser resolvido após a independência: a montagem do governo
  • O Congresso Continental não estava preparado para cumprir tal tarefa.
  • Faltava um Estado que fizesse dos EUA uma nação.
  • Solução: reunião dos delegados de todos s Estados, criaram uma constituição e elegeram George Washington a presidente.
  • A Constituição Americana
  • Primeira questão a ser resolvida por meio da Constituição: fortalecer o poder central sem que os Estados perdessem sua soberania.
  • Governo central comandaria a política externa, a defesa, o comércio exterior, e os Estados teriam autonomia interna.

  • Aplicava-se o Federalismo.
  • Os constituintes adotaram o modelo proposto por Montesquieu de que o poder deveria ser limitado e fracionado, pois temiam a herança deixada pelo absolutismo.
  • A Constituição que vigora até o presente zela pelo equilíbrio desses poderes: para evitar que se torne onipotente em sua esfera, cada poder é indiretamente controlado pelos outros.

  • A Constituição americana é mais antiga de todas em vigor.

  • Curiosidade
  • A Declaração de Independência dos Estados Unidos, por ter proclamado o direito à resistência contra um governo opressivo, influenciou o percurso da Revolução Francesa. Nos Estados Unidos não havia nobreza, servidão de camponeses nem igreja oficial. Aristocratas liberais franceses, como o marques de Lafayette, que haviam lutado na Revolução americana, voltaram à frança dispostos a reformar a sociedade francesa. O primeiro filho de Lafayette, nascido em 1780, recebeu o nome de George Washington.

quarta-feira, 14 de março de 2012


Material de apoio 6º Ano Colégio Marista.

“Viver na ignorancia do que aconteceu antes de nascermos é ficar para sempre na infância, pois qual o valor da vida humana se não a relacionarmos com os eventos do passado que a História guardou para nós?”
Cícero
n  Conceitos Básicos
n  História (origem grega): conhecimento por meio de uma indagação.
n  Deriva de Hístor: (sábio ou conhecedor).
n   História: “Ciência dos homens no transcurso do tempo” Marc Bloch.
n   É o estudo que os pesquisadores fazem dos homens do passado, mostrando como viviam e o que realizaram os homens que nos precederam.
n  Ferramentas de trabalho.
n  Fontes Históricas: É todo e qualquer vestígio da vivencia humana no passado, marcas de historicidade.
n  A seleção das fontes históricas proporciona ao historiador a compreensão dos fatos históricos.
n  Tipos de Fontes Históricas.
n  Escrita, oral e iconográfica. (podem ser oficiais e não-oficiais).
n  Tempo e História.
n  Convenção humana necessária.
n  “O que é o tempo? Enquanto não me perguntam eu sei, se me perguntam e quero explicar, não sei” Santo Agostinho.
n  Primeiros povos: marcaram o tempo seguindo os ciclos naturais.
n  Diferenças entre os calendários do ocidente e oriente.
n  Aspecto comum: considerar os ciclos dos astros para determinar e medir o tempo.
n  OBS: Os calendários existiram de forma diferente, que variam de acordo com a crença, a cultura e os costumes de cada povo.
n  Principais Calendários.
n  Calendário Cristão: os cristãos datam a história da humanidade tendo como referencia o nascimento de Cristo.
n  Calendário mulçumano: os mulçumanos datam a história da sua civilização a partir da Hégira, evento que marca a fuga de Maomé de Meca para Medina.
n  Calendário Judaico: os judeus datam a história a partir da Criação descrita na Bíblia.
n  A origem do homem (hipóteses):
n  Criacionismo: hipótese que se baseia que o mundo e a humanidade foram criados por Deus.
n  Darwinismo: afirma que o homem e os demais seres vivos se originaram de organismo mais simples que sofreram transformações ao longo do tempo.
n  OBS: estudos indicam a linha provável de evolução dos hominídeos, enfatizando o parentesco biológico molecular entre os humanos e os primatas. Mostram por exemplo que, do ponto de vista genético, homem e chimpanzé são 99% idênticos.
n  A Pré-História e a Evolução humana.
n  Espécie humana pertence ao gênero Homo.
n  Homo Habilis: eram capaz de utilizar pedras cortantes, batendo umas contra as outras, assim como planejar e confeccionar objetos simples.(ocupou lentamente altas regiões entre a África Oriental e a Meridional)
n  Homo erectus: mais capacitado fisicamente para os deslocamentos longos e rápidos foi o primeiro a migrar para regiões da África e para fora dela.
n  Resquícios dessa espécie foram encontrados até na China (Homem de Pequim) e na Oceania (Homem de Java).
n  Construíam instrumentos de pedra e sabia produzir e conservar o fogo.
n  Homem sapiens neanderthalensis: dotado de inteligência mais desenvolvida, já era capaz de produzir ferramentas elaboradas e eficientes. Ele enterrava seus mortos, um sinal de crença espiritual, e é possível que soubesse se comunicar pela fala. Esse hominídeo vivia no continente europeu e em parte do asiático quando apareceu a espécie humana. A extinção dos neanderthalensis pode ter sido acelerada pela competição com os novos rivais, os Homo sapiens sapiens.
n  Homo Sapiens Sapiens:
n  Aumento da capacidade cerebral: proporcionou adaptação ao meio ambiente
n  Impulso na produção cultural (tradições, línguas, modos de vida)
n  Ser humano tornou-se dominante
n  Único do gênero Homo a sobreviver e a colonizar todos os continentes
n  Períodos Pré-Históricos
n  Paleolítico (questões gerais)
n  Primeiros hominídeos
n  Caçadores e coletores
n  Base de subsistência: caça, pesca, coleta de frutos e raízes
n  Nômades
n  Não transformavam a natureza para sobreviver, era parte integrante dela
n  Instrumentos rudimentares
n  Controle do fogo
n  Divisão do Paleolítico
n  Paleolítico Inferior: Era Glacial
n  Paleolítico Médio (instrumentos mais sofisticados, controle do fogo, manifestações de vida religiosa, linguagem social mais articulada)
n  Paleolítico superior ( grande progresso cultural, manifestação clara da religiosidade e desenvolvimento da pintura rupestre).
n  OBS: Ao final desse período com a utilização do trabalho os instrumentos passaram a ser mais elaborados e sofisticados, o ser humano iniciou um processo de autoconsciência ao utilizar o cérebro e os músculos para extrair da natureza o necessário à sua sobrevivência.
n  A esse conjunto de transformações dá-se o nome de Período Mesolítico ou de transição.
n  O Neolítico (Idade da Pedra Polida)
n  Fim da era glacial
n  Após o degelo houve forte elevação do nível dos mares e, consequentemente, ocorreram transformações climáticas (surgimento das zonas temperadas, tropicais e subtropicais)
n  Nesse período a Terra começou a assumir suas características atuais (rios, desertos, floretas, animais de grande porte, a vida vegetal também se modificou).
n  OBS: As conquistas técnicas, aliadas às transformações no ambiente, permitiram ao ser humano gradativo da natureza, libertando-o do modelo de sobrevivência baseado na caça e na coleta.
n  Novas Conquistas
n  Aprendeu não só a reproduzir plantas (raízes e trigo) e domesticar animais, estocar alimentos (parte da produção)
n  Profundas relações humanas, provocadas pela revolução na produção agrícola conhecida como Revolução Neolítica.
n  Agricultura e a domesticação de animais permitiram ao individuo tornar-se sedentário e colaboraram para um sensível aumento populacional em algumas regiões.
n  Começaram a organizar um sistema cooperativo em que a posse dos instrumentos e da produção era coletiva, e as atividades produtivas baseavam-se em uma divisão sexual do trabalho.
n  Para proteger e facilitar e facilitar a produção as pequenas comunidades reuniram-se em coletividades mais amplas, as tribos.
n  OBS: Supõe-se que o início do processo de organização de sociedades de agricultores e pastores tenha ocorridas de 10 mil anos no Oriente Médio (Crescente Fértil)  e também em momentos distintos, na Ásia (Índia e China), na Europa e na América.
n  Razoável bagagem cultural;
n  Experiência cotidiana lhes permitiu identificar quais animais poderiam caçar, quais plantas eram comestíveis ou úteis no tratamento de doenças;
n  Realizaram importantes migrações (canoas, barcos, jangadas);
n  Polimento dos instrumentos;
n  Desenvolveram crenças religiosas objetivando compreender os fenômenos da natureza;
n  Agricultura revolucionou a vida humana (fonte de alimentos estável, propiciando o início do processo de sedentarização).
n  Domesticação de animais e o pastoreio.
n  Idade dos Metais
n  Instrumentos de pedra foram substituídos pelos de metais.
n  Cobre;
n  Bronze;
n  Ferro
n  OBS: A metalurgia e o surgimento do artesanato se desenvolveram em centros urbanos.

quinta-feira, 8 de março de 2012


Texto de apoio. Atividade: A imagem como fonte página 34 do Livro Didático. ( 6º Ano)

A figura mostrada neste capítulo é de uma ampulheta, espécie de relógio inventado por volta do século XIV, no norte da Europa. Para saber a hora, media-se a quantidade de areia que passava da parte de cima para a parte de baixo por um pequeno orifício.
A ampulheta funcionava com o mesmo principio da clepsidra (relógio de água):
“Um recipiente onde entra ou de onde sai água constantemente (dependendo do tipo de relógio) e no qual as horas são identificadas pelo nível de água. O relógio de água foi chamado de clepsidra pelos gregos, sendo conhecido por esse nome até hoje”.

CHIQUETTO, Marcos. Breve história da medida do tempo. São Paulo: Scipione, 1996. P. 34.

No caso da ampulheta, a areia substituiu a água; já que nos países onde o inverno é rigoroso a água congelava. Mas a areia também tinha um inconveniente: ela acabava desgastando o orifício, desregulando a ampulheta. Para resolver esse problema, a areia acabou sendo substituída por pó de casca de ovo.
A ampulheta foi muito utilizada durante as Grandes navegações no século XV. Com ela media-se, por exemplo, o horário de trabalho dos pilotos e vigias, que se revezavam constantemente. Com o passar dos anos, foram inventados instrumentos muito mais eficientes para medir o tempo. A ampulheta foi se tornando objeto de museu ou de decoração. Até que, com o desenvolvimento da informática a partir de meados do século XX, ela voltou a ganhar popularidade: quando aparece na tela do computador, significa que devemos esperar o fim de determinada operação para continuar trabalhando.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012


 Texto de apoio. Atividade: A imagem como fonte página 46 do Livro Didático.

A foto mostra o monumento a Borba Gato criador pelo escultor Júlio Guerra e inaugurado em 1963. Encontra-se na entrada de Santo Amaro, bairro da cidade de São Paulo onde o escultor nasceu. A estatua chama a atenção pelo tamanho: mede 10 m de altura (mais de 2,40 m de pedestal); seu peso total é de 4 toneladas.
Os traços de Borba Gato (1628-1717) foram inventados, pois não há registros de sua aparência. Na época, nenhum pintor o retratou, e a fotografia, como se sabe, ainda não havia sido inventada. A imagem de Borba Gato imaginada e esculpida por Júlio Guerra é semelhante à de outros bandeirantes retratados em pinturas: ele aparece de barba, chapelão de abas largas, altas botas de montar e porta uma arma de fogo (um mosquete).
Na verdade, a maioria dos bandeirantes vestia trajes grosseiros e caminhava descalça. Até mais ou menos 1625, o cavalo era desconhecido das áreas de influencia paulista, o que torna ainda mais remota a possibilidade do uso de altas botas de montar no inicio do movimento bandeirante.
Essa estatua uma homenagem a Borba Gato, visa colaborar para a construção de um memória positiva dessa personagem. A sociedade que a concebeu, no caso a paulistana, construiu esse monumento visando também dar-lhe maior visibilidade. Essa estatua ajuda ainda a perpetuar uma certa memória que elege os bandeirantes como “heróis da pátria”.
Mas será que o Borba Gato de carne e osso foi, de fato, alguém digno de admiração e respeito?
Borba Gato participou de uma expedição liderada por seu sogro, o também bandeirante Fernão Dias Pais. Veja o que o historiador Manuel Monteiro diz sobre o episódio:
“É bastante provável que esta expedição tenha descoberto ouro, o que explica em parte o assassinato de dom Rodrigo Castelo Branco (Administrador Geral das minas) pela mão do genro de Fernão Dias Pais, Manuel da Borba Gato. Após o crime, Borba Gato passou vinte anos refugiado na Serra da Mantiqueira, onde se tornou líder de um grupo indígena, mantendo-se a uma distancia segura da Justiça colonial. Quando da descoberta das principais jazidas, A Coroa necessitada dos conhecimentos de Borba Gato – concedeu perdão, sendo que este logo se tornou um dos homens mais ricos das novas minas de ouro”.
MONTEIRO, John Manuel. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. P. 243.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012


Colonização  da America Portuguesa

A colonização da America Portuguesa enquadra-se na perspectiva da política mercantilista e na etapa do Capitalismo Comercial. O mercantilismo é a política econômica, na qual o Estado faz a sua intervenção na economia.

1 - Características do mercantilismo:
a) metalismo. Acreditava-se que a riqueza de um país era marcada pelo acumulo de metais preciosos.
b) Balança Comercial Favorável: Para o país ter uma economia desenvolvida era preciso exportar mais e importar menos.
c) Sistema Colonial: Através da colonização do Novo Mundo (América), os países europeus vão enriquecer acumular capital. A exploração das colônias se deu através do pacto colonial. O pacto colonial subordinava a colônia a sua metrópole, e desta maneira, cabia a metrópole tomar as decisões econômicas e políticas com relação à colônia.

Período Pré-Colonial: (1500-1530).
Nos trinta primeiros anos da chegada dos portugueses ao Brasil, o governo português não tomou medidas que visavam a colonização do Brasil. Nesse período, o interesse econômico da metrópole portuguesa estava voltada para o comercio de especiarias nas Índias, e para a exploração da costa africana ( ilhas de Açores, Cabo Verde e Madeira). No entanto, Portugal enviava ao Brasil, expedições de Reconhecimento, que tinham como principal objetivo buscar riquezas no território brasileiro. Umas das riquezas encontradas no litoral, na Mata Atlântica, foi o pau-brasil, que era utilizado principalmente para pintar tecidos, pois dele era extraída a cor vermelha. Vejamos a seguir, as principais características  do extrativismo do pau-brasil.

Características:
1 - Estanco (o produto era um monopólio real)
2 - A extração era feita com a mão-de-obra do índio, que recebia em troca do seu trabalho presentes, bugigangas (Essa troca de trabalho por presente é chamada de escambo)
3 - A madeira era armazenada em feitorias construídas no litoral.
4 - O extrativismo do pau-brasil foi uma atividade predatória.
No entanto, Portugal se deparou com as invasões dos franceses que vinham ao Brasil roubar o pau-brasil. Na tentativa de solucionar o problema, o governo português enviou as expedições Guarda-Costas que tinham a função de vigiar o literal e evitar o contrabando do pau-brasil.
Em 1530, o governo português interessado em combater as invasões estrangeiras, e já que o comércio com o oriente não era mais tão lucrativo, Portugal enviou a primeira expedição de colonização, sob a chefia de Martim Afonso de Sousa, para iniciar a colonização do Brasil.

Período Colonial: (1530-1822)
Administração
1 - Capitanias Hereditárias
Para colonizar o Brasil, o governo metropolitano implantou o primeiro sistema administrativo na colônia; as Capitanias Hereditárias ou Donatárias.
O Brasil foi dividido em 14 capitanias, e estas foram doadas a elementos da nobreza portuguesa. Neste sistema administrativo, o poder era descentralizado e funcionava baseado em dois documentos: a Carta de Doação e o Foral (documento no qual constava os direitos e deveres dos donatários).
Somente São Vicente e o Pernambuco prosperaram. O sucesso do Pernambuco estava relacionado a produção e exportação do açúcar.

2. Governo Geral
Com o fracasso das Capitanias hereditárias, o governo português resolveu implantar na colônia o Governo Geral, que tinha como objetivo fazer a centralização e continuar a colonização.
1º. Tomé de Sousa. Primeiro governador geral do Brasil. Para promover a centralização construiu a primeira capital do Brasil; a cidade de Salvador. Além disso, o seu governo foi marcado pela instalação do primeiro Bispado na Colônia. Dessa maneira, nascia uma aliança entre a Igreja e o Estado no processo da colonização do Brasil.
2º. Duarte da Costa. Foi no seu governo, que os franceses instalaram no Rio de Janeiro a sua colônia, França Antártica. Os franceses invadiram o Brasil, pois fugiam das guerras religiosas (católicos contra protestantes) ocorridas em seu país.
3º. Mem de Sá. No seu governo ocorreu a Confederação dos Tamoios, guerra ocorrida entre os índios e português. Os índios contaram com o apoio dos franceses. Após combater os índios, os portugueses expulsaram os franceses do Brasil.
Para administrar as vilas, foram criadas as Câmaras Municipais, formada pelos homens-bons, que eram os membros da aristocracia brasileira, isto é, proprietários de terras e escravos.

Economia colonial
A cana-de-açúcar foi a atividade econômica que promoveu a colonização do Brasil. O principal centro de produção de açúcar foi a Capitania do Pernambuco. Dentre os motivos que explicam o seu sucesso podemos mencionar a riqueza do solo (massapé), o clima, a proximidade da Europa e a presença do capital holandês. Os holandeses financiaram a produção do açúcar e em troca receberam o monopólio do refino e da distribuição do açúcar na Europa. O açúcar foi a principal atividade econômica do Brasil, nos século XVI e XVII.

Características a economia açucareira:
Como colônia de exploração, a economia brasileira apresentava as seguintes características: latifúndio, monocultura, mercado externo e escravidão (predomínio da escravidão negra). Essas características eram típicas das colônias de exploração e é denominada de plantation.
O açúcar era produzido nos engenhos. O engenho era composto pela Casa-Grande, senzala, capela e Casa de Fabricar o açúcar.
No século XVII, com a expulsão dos holandeses do nordeste e a produção do açúcar nas Antilhas, a produção do açúcar no Brasil, entrou em decadência.

Sociedade Colonial (Século XVI,  XVII)
A sociedade do açúcar era formada por grupos sociais básicos; os senhores de engenhos e os escravos. Era uma sociedade patriarcal (valorização do homem, marginalização da mulher), rural, estamental (rígida, sem mobilidade social, marcada pelo nascimento) e escravista. A base do trabalho era o negro na escravidão.
Os negros eram vistos como mercadorias, e representavam uma fonte de acumulação de capital. Contudo, os negros não foram passivos á escravidão, pelo contrário, desenvolveram estratégias de resistência a escravidão. Por exemplo, fugiam, cometiam suicídio, assassinavam os senhores, mais com certeza, a maior expressão de sua resistência foi a formação dos quilombos.
Os quilombos eram comunidades formadas por negros que fugiram dos seus proprietários, e para os negros eram sinônimos de liberdade. O maior quilombo do período colonial foi Palmares, localizado no atual Estado de Alagoas. Esse quilombo era chefiado por Zumbi e foi destruído no século XVII, pelo bandeirante Domingos Jorge Velho.
União Ibérica (1580-1640)
Em 1580, Felipe II (dinastia de Habsburgo), rei da Espanha tornou-se também rei de Portugal iniciando dessa maneira o período da União Ibérica.
Felipe II tinha como inimigo político a Holanda, e por isso, decretou embargo comercial aos holandeses. Desta forma, os holandeses estavam proibidos de comercializar com os territórios pertencentes a Felipe II.
Lembremos que os holandeses tinham capitais investidos na produção do açúcar no nordeste, como também o monopólio do refino e distribuição.
A Holanda em represália ao embargo comercial estabelecido por Felipe II resolveu invadir o Brasil. Os holandeses invadiram primeiramente a Bahia, no entanto, não conseguiram conquistá-la, e a seguir invadiram o Pernambuco, sendo vitoriosos. Depois da conquista da Capitania do Pernambuco acabaram estendendo o seu domínio no nordeste, porém a Bahia continuou sob o domínio de Felipe II.
Para administrar os territórios conquistados no nordeste, os holandeses enviaram ao Brasil, Maurício de Nassau. O nordeste seria governado atendendo aos interesses da empresa holandesa Companhia das Índias Ocidentais (WIC), isto é, o açúcar.
Ao chegar ao nordeste, Nassau tomou importantes medidas, como:
1.            Emprestou capital aos senhores de engenho.
2.            Remodelou o Recife.
3.            Concedeu liberdade religiosa.
4.            Incentivou cientistas holandeses para pesquisar a fauna e a flora brasileira, como também trouxe pintores para retratar a exuberância da natureza brasileira.

Expansão Territorial.
Como vimos anteriormente, o Tratado de Tordesilhas estabeleceu que os portugueses teriam a posse do litoral brasileiro, enquanto que a região oeste ( Amazônia, Mato Grosso, Rio Grande do Sul ) pertencia aos espanhóis.
Entretanto, os portugueses acabaram entrando no território dos espanhóis e conquistando a região oeste. A penetração no interior da colônia foi motivada pela coleta das drogas do sertão, da pecuária e das bandeiras.
1.            Drogas do Sertão: eram produtos do extrativismo vegetal encontrados na floresta amazônica, como o guaraná, o cacau, e as ervas medicinais. A extração dessas especiarias era feita pelos índios, que viviam com os padres jesuítas nas Missões.
As missões religiosas eram dirigidas pelos jesuítas, que vieram ao Brasil com o objetivo de catequizar o índio. Os índios das missões falavam português, rezavam, cantavam hinos, isto é, foram aculturados pelos jesuítas.
2.            Pecuária.
Outro fator importante na ocupação do território foi a pecuária. O gado foi introduzido na colônia primeiramente no litoral, e como uma atividade complementar da cana-de-açúcar. No entanto, a medida que o gado procriou, o rebanho foi conduzido a outras regiões do Brasil, como por exemplo, ao sertão nordestino, aos pampas gaúchos e a Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, com a finalidade de abastecer a região produtora de ouro.
3.            Bandeiras
As bandeiras eram expedições particulares que partiam de São Vicente em direção ao interior do Brasil conquistando para Portugal o território dos espanhóis.
As bandeiras eram compostas por homens livres pobres, e índios. O saber dos índios foi fundamental para a expansão bandeirante, uma vez, que eram os índios que construíam as canoas, descobriram os caminhos por terra e pelos rios, e conheciam as ervas medicinais para curar os homens que adoeciam durante a viagem.
Principais tipos de bandeiras:
a)            Caça ao índio ou Apresamento: eram as bandeiras que penetravam no interior da colônia com a intenção de capturar os índios para levá-los a escravidão.
b)            Mineração ou Prospecção: eram as bandeiras que partiam de São Paulo com o objetivo de encontrar riquezas minerais no interior do Brasil.
c)            Sertanismo de Contrato: eram bandeiras alugadas pelos proprietários de escravos para capturar os negros foragidos e destruir os quilombos.
d)            Monções: eram expedições de comércio e de abastecimento que partiam de São Paulo através do rio Tietê em direção as minas de Cuiabá. Traziam as minas de Cuiabá, autoridades governamentais, padres, escravos, aventureiros, alimentos, ferramentas de trabalho e voltavam levando o ouro extraído nas Minas.
Durante muito tempo, os historiadores apresentavam os bandeirantes como verdadeiros heróis, no entanto, atualmente essa visão heróica é combatida, pois os bandeirantes escravizaram índios, atacavam as missões, e foram responsáveis pelo extermínio de muitos índios. No entanto, não podemos deixar de considerar que eles foram responsáveis pela expansão do território brasileiro.