terça-feira, 28 de fevereiro de 2012


 Texto de apoio. Atividade: A imagem como fonte página 46 do Livro Didático.

A foto mostra o monumento a Borba Gato criador pelo escultor Júlio Guerra e inaugurado em 1963. Encontra-se na entrada de Santo Amaro, bairro da cidade de São Paulo onde o escultor nasceu. A estatua chama a atenção pelo tamanho: mede 10 m de altura (mais de 2,40 m de pedestal); seu peso total é de 4 toneladas.
Os traços de Borba Gato (1628-1717) foram inventados, pois não há registros de sua aparência. Na época, nenhum pintor o retratou, e a fotografia, como se sabe, ainda não havia sido inventada. A imagem de Borba Gato imaginada e esculpida por Júlio Guerra é semelhante à de outros bandeirantes retratados em pinturas: ele aparece de barba, chapelão de abas largas, altas botas de montar e porta uma arma de fogo (um mosquete).
Na verdade, a maioria dos bandeirantes vestia trajes grosseiros e caminhava descalça. Até mais ou menos 1625, o cavalo era desconhecido das áreas de influencia paulista, o que torna ainda mais remota a possibilidade do uso de altas botas de montar no inicio do movimento bandeirante.
Essa estatua uma homenagem a Borba Gato, visa colaborar para a construção de um memória positiva dessa personagem. A sociedade que a concebeu, no caso a paulistana, construiu esse monumento visando também dar-lhe maior visibilidade. Essa estatua ajuda ainda a perpetuar uma certa memória que elege os bandeirantes como “heróis da pátria”.
Mas será que o Borba Gato de carne e osso foi, de fato, alguém digno de admiração e respeito?
Borba Gato participou de uma expedição liderada por seu sogro, o também bandeirante Fernão Dias Pais. Veja o que o historiador Manuel Monteiro diz sobre o episódio:
“É bastante provável que esta expedição tenha descoberto ouro, o que explica em parte o assassinato de dom Rodrigo Castelo Branco (Administrador Geral das minas) pela mão do genro de Fernão Dias Pais, Manuel da Borba Gato. Após o crime, Borba Gato passou vinte anos refugiado na Serra da Mantiqueira, onde se tornou líder de um grupo indígena, mantendo-se a uma distancia segura da Justiça colonial. Quando da descoberta das principais jazidas, A Coroa necessitada dos conhecimentos de Borba Gato – concedeu perdão, sendo que este logo se tornou um dos homens mais ricos das novas minas de ouro”.
MONTEIRO, John Manuel. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. P. 243.


Um comentário:

  1. Professora, tive dúvidas sobre o conteúdo do simulado! Por que a Inglaterra teve um absolutismo tardio.(no meu pc n tem ponto de interrogação!)
    Beijos
    Gabriela Veira Lelis 8a

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