segunda-feira, 17 de setembro de 2012


Gabarito. Atividades 01 ao 07.

1 – O historiador José Ribeiro Júnior afirma que a independência foi feita sem a participação popular, já a historiadora Cecília Helena defende que houve participação popular no processo de independência no Brasil.

2 – Note-se que tanto uma quanto outra posição é defensável. Para José Ribeiro Júnior, a independência deve ser vista como “arranjo político” entre as elites; já para Cecília Helena, a independência significou uma ruptura. Eis o que ela diz: “Dessa maneira, a Independência foi um processo revolucionário e por duas razões básicas. A primeira porque quebrou em definitivo a ligação política com Portugal. E a segunda porque, através de um conflito armado no interior da sociedade brasileira, promoveu a formação de um novo governo no Brasil, sustentado por uma Constituição que definiu com clareza quais eram os cidadãos do novo governo e quem eram os não cidadãos, aqueles que estariam, portanto, excluídos do exercício da política”.

Atividades

01


Conjuração Mineira
Conjuração Baiana
Data e local
1789, em Vila Rica.
1798, em Salvador
Origem social e nomes de seus líderes
Membros da elite de Minas, como Tiradentes, Tomás Antonio Gonzaga, Cláudio Manoel da Costa, Inácio de Alvarenga Peixoto, padre Oliveira Rolim e Joaquim Silvério dos Reis.
Intelectuais, como Cipriano Barata e o padre Agostinho Gomes, e homens livres pobres (artesãos, soldados, vendedores ambulantes etc.)
Objetivos
Independência de Minas Gerais; proclamação de uma República com capital em São João del Rei; criação em Vila Rica de uma universidade e uma Casa da Moeda.
Proclamação de uma República; abertura dos portos brasileiros a todas as nações; fim preconceito racial; diminuição dos impostos e aumento dos salários.
Desfecho
Tiradentes e os demais conjurados foram presos. Somente Tiradentes foi condenado à morte. Os demais receberam a pena de degredo (exilo) nas colônias portuguesas da África. Tiradentes foi enforcado em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro.
Os líderes foram presos; quatro deles foram condenados à morte: os soldados Lucas Dantas, Luís Gonzaga das Virgens e os alfaiates João de Deus e Manoel Faustino, todos pobres e afrodescendentes.

3 – A abertura dos portos brasileiros e, logo depois, o Tratado de Comércio e Navegação (1810) foram vantajosos para os negociantes ingleses, que, com isso podiam vender suas mercadorias diretamente para o Brasil, pagando imposto menor do que outras nações. Daí a enxurrada de mercadorias inglesas no Rio daquela época.

4 – Sim, o governo de D. João foi responsável pela ampliação da área da cidade, abertura de vias públicas e uma série de outras realizações, tais como a publicação do primeiro jornal, a Gazeta do Rio de Janeiro; a criação do Banco do Brasil; da Casa da Moeda, da Academia Militar e da Marinha, do Horto Real e da Biblioteca Real (atual Biblioteca nacional do Rio de Janeiro).

5 – Semelhanças: o tema é o mesmo: o mercado de escravos; a época também é a mesma: primeira metade do século XIX. Ambos os artistas lançam um olhar europeu sobre o Brasil daquele tempo. A primeira imagem, intitulada Mercado na Rua do Valongo, faz parte de um dos volumes da Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, composto por aproximadamente 80 imagens, pintadas e descritas pelo próprio Debret. A segunda imagem é do artista dinamarquês Paul Harro-Harring, intitulada Inspeção de negras recentemente chegadas da África, de 1840.
    Diferenças: o modo de representação do local e dos personagens. Debret romantizou o mercado de escravos, transformando-o num lugar amplo e arejado (reparem o pé direito da construção), e dispôs os personagens de forma a sugerir harmonia e tranquilidade; a porta está aberta, mas ninguém tenta escapar. Já na obra de Harring, o mercado de escravos é um lugar sombrio, escuro e tenso, que foi adaptado e não construído para aquela função (note-se que as africanas oferecidas à venda se sentam sobre tábuas).

Quanto aos africanos desenhados por Debret, são esquálidos, magérrimos e, psicologicamente abúlicos, alheios à situação, conformados. Em seu livro, Debret descreve-os com as palavras “sem energia”, “indiferente”, “triste”, “paciente”, “apático”, “sossegados”. Já na imagem de Harring, as africanas são fortes, saudáveis, inquietas e altivas. Na cena, cada uma delas reage à humilhação a seu jeito. A africana da esquerda se esquia do comprador; seu gesto é de repulsa àquele homem branco, de meia idade, que se curva sobre ela e a apalpa com um olhar de cobiça.  A que está ao centro olha para o lado oposto ao da senhora branca que toca a sua cintura com uma sombrinha, como quem pergunta a seu preço ou afirma interesse em comprá-la. A da direita é altiva e dirige um olhar duro ao mercador. Ele, por sua vez, mantém-se indiferente ao olhar dela e, com a Mao direita no seu ombro, oferece-a à venda apontando o dedo da outra mão para ela. Enfim, o pintor dinamarquês capta a tensão do lugar, a humanidade das africanas e o nervosismo na relação pontilhada de tensões e enfrentamentos psicológicos entre personagens em foco. Com isso, diferencia-se de seu coetâneo Debret.

6 – a – “Embora contrariado, D. João VI voltou para Portugal. No entanto, ele deixou no Brasil seu filho Pedro coo príncipe regente”.

6 – b – O “Partido português” era formado em sua maioria por comerciantes e militares portugueses, mas entre seus membros também havia brasileiros. O “partido brasileiro”, por sua vez, também tinha portugueses. Portanto, a causa da rivalidade eram os interesses, não a nacionalidade. Além disso, na época, a palavra “partido” não tinha o mesmo significado de hoje. No Brasil de D. João VI, partido era um grupo político com interesses e ideias semelhantes. O episodio em foco é central no processo que conduziu à independência do Brasil. A questão pode facilitar a construção da ideia de processo, evitando que se veja o Sete de Setembro como um fato isolado.

7 – a – No Brasil, havia dois grupos políticos principais: um formado por militares e comerciantes portugueses, que apoiava a volta de D. João VI para Portugal e era chamado de “partido português”, outro que era composto por fazendeiros, comerciantes e altos funcionários (brasileiros e portugueses), favorável a que D. João VI permanecesse,, chamado de “partido brasileiro”. Liderado por homens como Gonçalves Ledo e José Bonifacio, o partido brasileiro lutava por maior autonomia para o Brasil no conjunto do Império português. Mas seus líderes discordavam entre si quanto ao projeto político: Gonçalves Ledo era favorável à proclamação da República e a eleições diretas. Jose Bonifacio temia as eleições diretas e acreditava que só a Monarquia seria capaz de manter o Brasil unido.


Constituição define quem é e quem não é cidadão
 
Separação entre Brasil e Portugal
 
Revolução Liberal do Porto.
 
Abertura dos portos
 
Elevação do Brasil a Reino Unido
 
      1808                   1815                      1820                   1822                        1824               

Independência do Brasil


       “Independência do Brasil”
n  As regras do pacto colonial (objetivo das autoridades reais era garantir que as atividades da colônia gerassem lucros para a metrópole.
n   Aumento do controle metropolitano: proibiu-se o comércio da colônia com todos os navios estrangeiros, (decreto de 1661), determinou-se que os navios da colônia só podiam ancorar em portos portugueses (decreto de 1684)
       Estabeleceu-se que os navios estrangeiros permitidos pela Coroa só poderiam vir para a colônia em frotas oficiais (decreto de 1711).
       O aumento da pressão da metrópole aumentou chocou com as dificuldades em Minas em virtude da escassez de ouro e diamante.
       A ERA POMBALINA.
       Instituiu a cobrança do mínimo 100 arrobas anuais de ouro;
       Criou companhias de comercio que tinham o monopólio da navegação e do comercio na colônia.
       Transferiu a capital de Salvador para o Rio de Janeiro;
       A pressão inglesa.
       Resultado: Rebeliões coloniais.
       INCONFIDÊNCIA MINEIRA.
       INCONFIDÊNCIA BAIANA.
       O Brasil se torna sede do reino português.
       Portugal entre duas potências: França de um lado (Napoleão), Inglaterra (dependência econômica).
       1808: vinda da família real portuguesa para o Brasil;
       Abertura dos portos às nações amigas;
       1810: assinatura do Tratado de Comércio e Navegação (concedia tarifas privilegiadas às exportações inglesas).
       1815: O Brasil foi elevado à condição de Reino Unido, deixando de ser oficialmente uma colônia brasileira;
       Inovações na cidade da corte;
       Interiorização da metrópole: o eixo econômico até então centrado em Portugal, transferiu-se para a América.
       A “Independência do Brasil”.
       Um reino sem rei: Portugal;
       Revolução Liberal do Porto (tentativa de recolonização do Brasil);
       A volta de D. João VI a Portugal;
       D. Pedro como príncipe regente;
       Formação do Partido Brasileiro
       Composição: grupo de pessoas eu representavam a elite colonial (aristocracia, comerciantes);
       Destaque para José Bonifácio (articulador da independência);
       Objetivo: oposição às medidas recolonizadoras das elites portuguesas;
       Principais ações
       01/1822 – Dia do Fico;
       05/1822 – assinatura do Decreto – “Cumpra-se” (D. Pedro I como “defensor perpétuo do Brasil);
       06/1822 – Convocação de uma Assembleia Constituinte.
       Finalmente – 07/07/1822 – Independência do Brasil.
       Reflexão!
       Dirigido, pela aristocracia, sem contar com a participação popular, o processo de independência não implicou mudanças na estrutura produtiva sem social brasileira. Significava a libertação das amarras do pacto colonial, mas a dependência econômica estava submetida à permanência dos privilégios ingleses.
       O Primeiro Reinado (1822-1831)
       A consolidação da “independência” não ocorreu inicialmente de forma pacífica;
       Resistência: Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, parte da Bahia, Província Cisplatina (atual Uruguai);
       O reconhecimento internacional: Os EUA foi o primeiro país a reconhecer nossa “independência” (1824);
       1825: Tratado de Paz e Aliança: potências europeias reconheceram nossa “independência”.
       A construção do Estado-Nação
 Assembleia Constituinte de 1823.
* Composta de 90 deputados pertencentes à aristocracia pertencentes à aristocracia, membros da Igreja, juristas;
       Principais decisões
       Monarquia constitucional;
       Sem alterações que afetassem o domínio aristocrático-escravista;
       Soberania do Legislativo (deputados e senadores) -  a quem estavam subordinados tanto o poder Executivo (do imperador) como as Forças Armadas;
       Voto seria censitário ( avaliado segundo a quantidade de terras e escravos).
       Oposição de D. Pedro I
       Dissolveu a Assembleia Constituinte, e nomeou um Conselho de Estado, para ajudá-lo a redigir a carta constitucional.
       Constituição de 1824
       Monarquia hereditária;
       Divisão político-administrativa do território em províncias;
       Separação do poder político em quatro ramos:
       Executivo (imperador e ministros de Estado, responsáveis pela execução das leis);
       Legislativo (Câmara de Deputados e Senado, encarregados da elaboração das leis);
       Moderador (atribuição exclusiva do imperador, que regularia os outros poderes);
       Constitucionalismo mesclado com elementos absolutistas.
       A Confederação do Equador.
       Localização: Pernambuco.
       Movimento que levou a uma ruptura com o governo central e a formação de República independente (Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Piauí).
       Destaque para Frei Caneca.
       O Fim do Primeiro Reinado
       A crise da Província Cisplatina.
       A crise política: impopularidade de D. Pedro I (Noite das Garrafadas).8
       1831: D.Pedro abdicou o trono deixando seu filho Pedro de Alcântara (5 anos).

segunda-feira, 23 de abril de 2012


  • O Processo de Independência dos Estados Unidos

  • # A queda do Antigo Regime e a Era das Revoluções.
  •  Fim do século XVIII: desencadeou-se na Europa o processo de desagregação do Antigo Regime.
  •  Motivo: colapso do Estado Moderno Absolutista.
  •  Em substituição instaurou-se um novo tipo de Estado controlado pela burguesia, chamado Estado Liberal.
  •  Os últimos resquícios  do Feudalismo foram eliminados, bem como, os privilégios da velha aristocracia.
  • Tais fatos permitiram a emergência de um novo mundo marcado pelo sucesso burguês e pelo desenvolvimento máximo do capitalismo com a industrialização.
  • A Independência dos Estados Unidos, é considerado o marco inicial da derrocada do Antigo regime, foi influenciada pela difusão das ideias iluministas.

  • OBS: Ao pregarem o direito à liberdade resistência a um governo autoritário, essas ideias forneceram a base teórica não só para a independência, mas também para a edificação do novo Estado.

  • A Luta pela Independência.
  • No início da colonização foi incipiente o controle inglês sobre as suas treze colônias na América do Norte.
  • O fato do controle da Inglaterra ter sido inexpressivo permitiu às colônias relativo desenvolvimento econômico.

  • Sul: agroexportador

  • Norte: centro de intensa atividade comercial e manufatureira.
  • A expansão econômica do norte chegou a representar concorrência para a Inglaterra.
  • Tal fato fez com que a Inglaterra implementasse uma política fiscal e uma legislação voltada para a cobrança de impostos sobre os colonos da América do Norte.

  • A Guerra dos Sete Anos (1756-1763)
  • Inglaterra X França (acelerou o processo de independência americana).
  • A guerra desequilibrou as finanças inglesas.
  • Serviu como justificativa para a metrópole taxar os colonos.(conflito desenvolveu parcialmente em território norte-americano)

  • Os impostos cobrados pela Inglaterra
  • 1764: “Lei do açúcar” (Sugar Act) todos os carregamentos de açúcar que não fossem provenientes das Antilhas seriam taxados pela coroa inglesa.
  • 1765: “Lei do Selo” (Stamp Act) todo o material impresso publicado nas colônias deveria receber um selo vendido pela metrópole.
  • Reação dos colonos: Congresso do Selo (rejeitaram o novo imposto e repudiaram qualquer relação inclusive comercial enquanto os habitantes das treze colônias não tivessem representação no Parlamento).
  • Destaque para o primeiro ministro Wiliam Pitt “ Sou de opinião de que este reino não tem direito de taxar colônias”.
  • “Os americanos são filhos da metrópole e não seus bastardos”
  • 1766: a Lei do Selo foi revogada.
  • 1767: a Inglaterra criou novos impostos para as colônias, devido às iniciativas do ministro Charles Towshend.
  • Novo descontentamento por parte dos colonos
  • Ápice da situação: massacre de Boston (tropas inglesas dispararam contra vários manifestantes).
  • 1773: foi elaborado o Tea Act (“Lei do Chá”)
  • O produto passou a ser monopolizado pela Companhia das Índias Orientais, sediada em Londres, a medida intensificava a tributação do produto, combatendo o contrabando do chá holandês e excluindo os norte-americanos do comercio do chá britânico.
  • O regime de monopólio provocou uma violenta reação contra a metrópole.
  • Ataque a navios ingleses (Boston Tea Party) ou o incidente do chá de Boston.
  • A reação inglesa não tardou.
  • Implantaram as Leis Intoleráveis
  • determinavam o fechamento do importante porto de Boston, o mais movimentado das treze colônias;
  • Pagamento de pesada indenização;
  • Ocupação militar da colônia de Massachusetts (onde se localiza Boston) e o julgamento de funcionários ingleses somente por tribunais ingleses;
  • Determinou-se o controle militar inglês sobre o território a oeste barrando-se a expansão dos colonos alem da faixa litorânea.

  • As Guerras de Independência.
  • 1774: Primeiro Congresso Continental da Filadélfia: decidiram pelo boicote aos produtos metropolitanos.
  • 1775: Segundo Congresso, determinaram a separação em relação à Inglaterra.
  • 04/07/1776: foi publicada a declaração de independência dos EUA. Redigida por Thomas Jefferson, Benjamin Franklin e John Adams (inspirava-se fortemente nas ideias iluministas de John Locke)
  • Após a proclamação da autonomia, Franklin foi enviado à França para obter apoio ao novo país enquanto George Washington foi encarregado de preparar um exercito para garantir a independência diante da reação metropolitana.
  • 1777: Vitória na Batalha de Saratoga, sob a liderança de George Washington , os norte-americanos obtiveram o apoio decisivo da Espanha e da França, uma vez que os franceses estavam interessados em debilitar a Inglaterra e recuperar as perdas sofridas na Guerra dos Sete Anos.
  • 1781: general inglês Cornwallis rendeu-se em Yorktown, dando inicio às negociações que culminariam com o tratado de Paris  de 1783 por meio do qual a Inglaterra reconhecia a independência de suas 13 colônias.

  • A Constituição dos Estados Unidos
  • Problema a ser resolvido após a independência: a montagem do governo
  • O Congresso Continental não estava preparado para cumprir tal tarefa.
  • Faltava um Estado que fizesse dos EUA uma nação.
  • Solução: reunião dos delegados de todos s Estados, criaram uma constituição e elegeram George Washington a presidente.
  • A Constituição Americana
  • Primeira questão a ser resolvida por meio da Constituição: fortalecer o poder central sem que os Estados perdessem sua soberania.
  • Governo central comandaria a política externa, a defesa, o comércio exterior, e os Estados teriam autonomia interna.

  • Aplicava-se o Federalismo.
  • Os constituintes adotaram o modelo proposto por Montesquieu de que o poder deveria ser limitado e fracionado, pois temiam a herança deixada pelo absolutismo.
  • A Constituição que vigora até o presente zela pelo equilíbrio desses poderes: para evitar que se torne onipotente em sua esfera, cada poder é indiretamente controlado pelos outros.

  • A Constituição americana é mais antiga de todas em vigor.

  • Curiosidade
  • A Declaração de Independência dos Estados Unidos, por ter proclamado o direito à resistência contra um governo opressivo, influenciou o percurso da Revolução Francesa. Nos Estados Unidos não havia nobreza, servidão de camponeses nem igreja oficial. Aristocratas liberais franceses, como o marques de Lafayette, que haviam lutado na Revolução americana, voltaram à frança dispostos a reformar a sociedade francesa. O primeiro filho de Lafayette, nascido em 1780, recebeu o nome de George Washington.

quarta-feira, 14 de março de 2012


Material de apoio 6º Ano Colégio Marista.

“Viver na ignorancia do que aconteceu antes de nascermos é ficar para sempre na infância, pois qual o valor da vida humana se não a relacionarmos com os eventos do passado que a História guardou para nós?”
Cícero
n  Conceitos Básicos
n  História (origem grega): conhecimento por meio de uma indagação.
n  Deriva de Hístor: (sábio ou conhecedor).
n   História: “Ciência dos homens no transcurso do tempo” Marc Bloch.
n   É o estudo que os pesquisadores fazem dos homens do passado, mostrando como viviam e o que realizaram os homens que nos precederam.
n  Ferramentas de trabalho.
n  Fontes Históricas: É todo e qualquer vestígio da vivencia humana no passado, marcas de historicidade.
n  A seleção das fontes históricas proporciona ao historiador a compreensão dos fatos históricos.
n  Tipos de Fontes Históricas.
n  Escrita, oral e iconográfica. (podem ser oficiais e não-oficiais).
n  Tempo e História.
n  Convenção humana necessária.
n  “O que é o tempo? Enquanto não me perguntam eu sei, se me perguntam e quero explicar, não sei” Santo Agostinho.
n  Primeiros povos: marcaram o tempo seguindo os ciclos naturais.
n  Diferenças entre os calendários do ocidente e oriente.
n  Aspecto comum: considerar os ciclos dos astros para determinar e medir o tempo.
n  OBS: Os calendários existiram de forma diferente, que variam de acordo com a crença, a cultura e os costumes de cada povo.
n  Principais Calendários.
n  Calendário Cristão: os cristãos datam a história da humanidade tendo como referencia o nascimento de Cristo.
n  Calendário mulçumano: os mulçumanos datam a história da sua civilização a partir da Hégira, evento que marca a fuga de Maomé de Meca para Medina.
n  Calendário Judaico: os judeus datam a história a partir da Criação descrita na Bíblia.
n  A origem do homem (hipóteses):
n  Criacionismo: hipótese que se baseia que o mundo e a humanidade foram criados por Deus.
n  Darwinismo: afirma que o homem e os demais seres vivos se originaram de organismo mais simples que sofreram transformações ao longo do tempo.
n  OBS: estudos indicam a linha provável de evolução dos hominídeos, enfatizando o parentesco biológico molecular entre os humanos e os primatas. Mostram por exemplo que, do ponto de vista genético, homem e chimpanzé são 99% idênticos.
n  A Pré-História e a Evolução humana.
n  Espécie humana pertence ao gênero Homo.
n  Homo Habilis: eram capaz de utilizar pedras cortantes, batendo umas contra as outras, assim como planejar e confeccionar objetos simples.(ocupou lentamente altas regiões entre a África Oriental e a Meridional)
n  Homo erectus: mais capacitado fisicamente para os deslocamentos longos e rápidos foi o primeiro a migrar para regiões da África e para fora dela.
n  Resquícios dessa espécie foram encontrados até na China (Homem de Pequim) e na Oceania (Homem de Java).
n  Construíam instrumentos de pedra e sabia produzir e conservar o fogo.
n  Homem sapiens neanderthalensis: dotado de inteligência mais desenvolvida, já era capaz de produzir ferramentas elaboradas e eficientes. Ele enterrava seus mortos, um sinal de crença espiritual, e é possível que soubesse se comunicar pela fala. Esse hominídeo vivia no continente europeu e em parte do asiático quando apareceu a espécie humana. A extinção dos neanderthalensis pode ter sido acelerada pela competição com os novos rivais, os Homo sapiens sapiens.
n  Homo Sapiens Sapiens:
n  Aumento da capacidade cerebral: proporcionou adaptação ao meio ambiente
n  Impulso na produção cultural (tradições, línguas, modos de vida)
n  Ser humano tornou-se dominante
n  Único do gênero Homo a sobreviver e a colonizar todos os continentes
n  Períodos Pré-Históricos
n  Paleolítico (questões gerais)
n  Primeiros hominídeos
n  Caçadores e coletores
n  Base de subsistência: caça, pesca, coleta de frutos e raízes
n  Nômades
n  Não transformavam a natureza para sobreviver, era parte integrante dela
n  Instrumentos rudimentares
n  Controle do fogo
n  Divisão do Paleolítico
n  Paleolítico Inferior: Era Glacial
n  Paleolítico Médio (instrumentos mais sofisticados, controle do fogo, manifestações de vida religiosa, linguagem social mais articulada)
n  Paleolítico superior ( grande progresso cultural, manifestação clara da religiosidade e desenvolvimento da pintura rupestre).
n  OBS: Ao final desse período com a utilização do trabalho os instrumentos passaram a ser mais elaborados e sofisticados, o ser humano iniciou um processo de autoconsciência ao utilizar o cérebro e os músculos para extrair da natureza o necessário à sua sobrevivência.
n  A esse conjunto de transformações dá-se o nome de Período Mesolítico ou de transição.
n  O Neolítico (Idade da Pedra Polida)
n  Fim da era glacial
n  Após o degelo houve forte elevação do nível dos mares e, consequentemente, ocorreram transformações climáticas (surgimento das zonas temperadas, tropicais e subtropicais)
n  Nesse período a Terra começou a assumir suas características atuais (rios, desertos, floretas, animais de grande porte, a vida vegetal também se modificou).
n  OBS: As conquistas técnicas, aliadas às transformações no ambiente, permitiram ao ser humano gradativo da natureza, libertando-o do modelo de sobrevivência baseado na caça e na coleta.
n  Novas Conquistas
n  Aprendeu não só a reproduzir plantas (raízes e trigo) e domesticar animais, estocar alimentos (parte da produção)
n  Profundas relações humanas, provocadas pela revolução na produção agrícola conhecida como Revolução Neolítica.
n  Agricultura e a domesticação de animais permitiram ao individuo tornar-se sedentário e colaboraram para um sensível aumento populacional em algumas regiões.
n  Começaram a organizar um sistema cooperativo em que a posse dos instrumentos e da produção era coletiva, e as atividades produtivas baseavam-se em uma divisão sexual do trabalho.
n  Para proteger e facilitar e facilitar a produção as pequenas comunidades reuniram-se em coletividades mais amplas, as tribos.
n  OBS: Supõe-se que o início do processo de organização de sociedades de agricultores e pastores tenha ocorridas de 10 mil anos no Oriente Médio (Crescente Fértil)  e também em momentos distintos, na Ásia (Índia e China), na Europa e na América.
n  Razoável bagagem cultural;
n  Experiência cotidiana lhes permitiu identificar quais animais poderiam caçar, quais plantas eram comestíveis ou úteis no tratamento de doenças;
n  Realizaram importantes migrações (canoas, barcos, jangadas);
n  Polimento dos instrumentos;
n  Desenvolveram crenças religiosas objetivando compreender os fenômenos da natureza;
n  Agricultura revolucionou a vida humana (fonte de alimentos estável, propiciando o início do processo de sedentarização).
n  Domesticação de animais e o pastoreio.
n  Idade dos Metais
n  Instrumentos de pedra foram substituídos pelos de metais.
n  Cobre;
n  Bronze;
n  Ferro
n  OBS: A metalurgia e o surgimento do artesanato se desenvolveram em centros urbanos.